Robert Hooke era uma criança de saúde frágil e atormentada por doenças que acompanharam toda a sua vida.
O jovem tentou se ingressar no mundo das artes ao tornar-se aprendiz de Sir Peter Leiy, um artista pertencente à corte real, durante esse breve período em que teve contato ele desenvolveu e aprimorou sua habilidade de desenho, mas os tempos de aprendizado com o artista real foram interrompidos pelas fortes dores de cabeça causadas pelo forte cheiro das tintas a óleo.
Depois, foi para a Westminster School, o período em que passou nesta instituição foi de grande proveito para que os horizontes de seu conhecimento aumentassem com o domínio do grego e do latim, e também fez uma importante amizade com Dr. Busby, reitor da instituição.
Quando atingiu os dezoito anos de idade, Hooke decidiu ir estudar na Universidade de Oxford.
Um dia Hooke conseguiu trabalhar como assistente do cientista Robert Boyle. Foi nessa época que os primeiros trabalhos do jovem com ciência experimental aconteceram. Na casa de Boyle aconteciam entusiasmadas reuniões entre estudiosos, a constante troca de saber permitiu que Hooke criasse seu primeiro invento: uma bomba de ar. O aparelho desenvolvido permitiu que Boyle desenvolvesse a lei física que relaciona a pressão e o volume dos gases.
No ano de 1661, Robert Hooke publicou o seu primeiro trabalho científico que tratava da tensão superficial dos líquidos e da tensão dos líquidos em tubos capilares, logo depois, promoveu alguns experimentos que vieram a aperfeiçoar a contagem do tempo nos relógios de pulso.
Esse último invento acabou não sendo atribuído a genialidade de Hooke. Desorganizado ao registro de patente de suas descobertas, o cientista acabou perdendo os créditos para um cientista holandês chamado Christian Huygens.
No ano de 1665, publicou a obra “Micrographia”, onde desenvolveu estudos sobre Microbiologia tão importantes quanto os de grandes nomes como Leeuwenhoek, Malpighi e Nehemiah Grew, “Micrographia” era uma obra de extrema peculiaridade onde se encontrava sobre o estudo de organismos vivos e, ao mesmo tempo, descrevia a eficácia de alguns instrumentos criados para o desenvolvimento de pesquisas laboratoriais, descrevia sobre estruturas de aves e insetos, também se destacavam pela construção de um microscópio móvel e outros diversos instrumentos laboratoriais de medição e leitura. Em parte do livro, o autor ainda trabalha com um primeiro conceito de célula ao descrever a estrutura constitutiva de uma cortiça.
Gostava de astronomia, entre 1674 e 1676, Robert Hooke publicou obras onde reconsiderava as teses do astrônomo Hevellius, observava as paralaxes das estrelas e a construção de um telescópio móvel. No ano de 1678, publicou “Leituras de Potentia Restitutiva” e estabeleceu uma lei física onde provou que a força de tensão é proporcional à força de deslocamento. Esta lei ficou conhecida como a Lei de Hooke. Anos mais tarde, o sucesso de sua carreira acadêmica lhe rendeu o cargo de Secretário da Royal Society. Nesse período, Hooke começou a empreender uma intensa e conflituosa troca de correspondências com Isaac Newton.
Em meio a várias brigas, Robert Hooke questionou Newton sobre seus mais recentes estudos: a teoria gravitacional e a atração gravitacional entre os corpos celestes. Sem obter respostas de Isaac Newton, Hooke indicou caminhos fundamentais para que o “pai da Física Moderna” desenvolvesse estudos sobre a compreensão do sistema solar. Quando Isaac Newton publicou em “Principia”, Hooke viu que o colega de profissão não havia feito nenhuma citação sobre as suas contribuições. Indignado com a injustiça cometida por Newton, o ofendido cientista realizou diversas reclamações que foram silenciosamente ignoradas .
No ano de 1682, Robert Hooke se desligou da Royal Society, mas continuou a fornecer material sobre suas pesquisas que estudavam questões que iam da memória humana à análise de fósseis.Cinco anos mais tarde, a perda de uma sobrinha querida abalou profundamente os ânimos e a saúde de Hooke, e em março de 1703, um dos mais importantes cientistas britânicos faleceu cercado pela admiração e o reconhecimento de diversos integrantes do cenário intelectual de sua época.
Fonte:
Mundo educação